Depois de um período de sólido avanço, a presença feminina na liderança de agências de marketing e publicidade no Brasil teve uma queda acentuada. Dados do Censo Agências 2026, realizado pela Operand em parceria com a GreatPages, mostram que apenas 28,27% dos cargos de gestão são ocupados por mulheres.
O número representa um retrocesso em relação à edição anterior, quando a participação feminina chegou aos 44%, após crescer de forma contínua nos anos anteriores. A queda interrompe uma trajetória de evolução recente e faz o setor voltar a um patamar inferior ao observado em 2022 e 2023.
O movimento, inclusive, vai na contramão da realidade demográfica do país. Segundo o IBGE, as mulheres representam 51,5% da população brasileira, mas ainda enfrentam dificuldades para alcançar posições de liderança.
Dados da PNAD Contínua (IBGE) e análises do Ipea indicam que mulheres ocupam cerca de 37% a 39% dos cargos gerenciais no Brasil, apontando para uma desigualdade ainda estrutural, mesmo com avanços graduais nos últimos anos.
Nesse contexto, o dado das agências chama atenção por representar não apenas um desequilíbrio, mas um recuo preocupante dentro de um setor que vinha evoluindo acima da média nacional.






















